Salva pela TV do Cazaquistão!

Astana, capital do Cazquistão
Se você conhece pouco ou quase nada sobre o Cazaquistão, não se lembra nem mesmo qual a sua localização no mapa ou qual a sua religião predominante, não se preocupe. Você faz parte de uma grande parcela da população brasileira - senão mundial - que pouco conhece daquele pequeno pedaço asiático. Eu, inclusive, pelo menos, até hoje quando na televisão, que falava para uma platéia pouco interessada em casa, deu-se início a um documentário sobre a Televisão no Cazaquistão! Parece inusitado, mas não é. O programa se chama "Tutte le televisioni del mondo" (Todas as televisões do mundo) e chamou logo a nossa atenção, exatamente por não conheceremos nada sobre aquele país. 

Soube, por exemplo, que quando ainda faziam parte da União Soviética, a energia elétrica era ligada apenas para que a população visse o telejornal estatal. Terminado o jornal, a energia era desligada novamente. Mas isso é coisa do passado, embora a Tv local ainda   mantenha o vício de noticiar as atividades do presidente que, dizem, além de ser um homem culto e inteligente, é também um dos maiores construtores do país, por isso, seu maior prazer é visitar as obras na capital. Prédios relativamente modernos pipocam por toda a cidade.

Se você imagina que lá as mulheres andam de véus ou burca, engana-se. Jovens andam pelas ruas de camisetas regatas (inclusive as mulheres), no melhor estilo ocidental. Um taxista assiste a uma minúscula televisão portátil, parecida com um celular, demonstrando que o país não é tão atrasado tecnologicamente quanto eu pensava, e assim por diante.

Se as suas informações sobre o Cazaquistão se limitam ao que foi mostrado na comédia Borat, saiba que nem mesmo as pessoas que ali apareceram são nativas, diz uma mulher visivelmente descontete com a imagem distorcida que o filme passou daquele povo. Juntando-se a ela, outras pessoas entrevistadas disseram "vivemos muito melhor do que foi mostrado" e o Primeiro Ministro chegou a fazer um pronunciamento convidando as pessoas a conhecerem o verdadeiro país, nada parecido com o retratado no filme.

Uma curiosidade que não estava no documentário (e que achei na internet, claro) é que apenas vinte brasileiros residiam (em 2009) no Cazaquistão. Deduzo que sejam funcionários da Embaixada Brasileira...!

Um jornalista cazaque termina o documentário dizendo que, antes do filme, as pessoas misturavam tudo, Paquistão, Afganistão e Cazaquistão. Agora, já sabem, ao menos, que o país existe! Serviu somente para isso, realmente.

Por fim, comfirmando o que eu disse no post anterior sobre a ótima qualidade dos documentários na TV italiana (diferente do resto da programação que é pior que péssima), fui salva, nesta tarde de sábado, pela TV do Cazaquistão. Minha curiosidade cultural agradece!

Comentários

Rudi Berlet disse…
Bom dia:
Ontemfugiados de regime um amigo meu comentou que o Cazaquistão está se desenvolvendo muito rapidamente. Então resolvi pesquisar um pouco. E é lógico que comparo com o Brasil. Fico cada dia mais indignado com o nosso país. Aqui governantes fazem os maiores esforços possíveis para levar o país ao fundo do poço. Querem levar nosso país ao comunismo. Está aí o Cazaquistão para mostrar que o comunismo NÃO funciona. Tenho convivido com muitos refugiados de países comunistas pois morei na Alemanha no tempo em que existia a União Soviética que FALIU.